Você, assim como eu, já deve ter escutado várias vezes, principalmente na televisão, que as diferenças entre homens e mulheres estão diminuindo quando não dizem que já é praticamente nula, certo? Realmente, antes as mulheres tinham renda nula (porque não estavam no mercado de trabalho) e nas últimas décadas ela passou a ter uma renda considerável. Pode-se dizer que isso é uma redução na diferença, ok.
Contudo, desde que a mulher entrou no mercado de trabalho, um efeito "curioso" está acontecendo, principalmente aqui no Brasil, e eu não vejo muitas pessoas falando sobre ele...
O que direi a seguir, resumidamente, saiu dessa fonte e de muitas outras que confirmam os mesmos dados:
Em 2003, se um homem ganhasse R$ 100,00, uma mulher ganhava R$ 91,80.
Em 2011, enquanto o mesmo homem ganha R$ 100,00, a mulher passou a ganhar R$ 85,30
Como se já não fosse "bizarro" o suficiente a diferença estar aumentando na média, temos um outro efeito relacionado ao cargo/nível de escolaridade. Quando comparamos homens e mulheres em cargos executivos com graduação, mestrado ou mais, as diferenças chegam a 40%! Ou seja, se um homem com alto grau de instrução em um cargo importante de uma empresa ganha (valor hipotético) R$ 10.000,00 , uma mulher no mesmo cargo com a mesma instrução ganha R$ 6.000,00.
Esse problema existe no mundo inteiro. Mas nos outros lugares a diferença costuma girar em torno de 20%. O Brasil é um dos recordistas com essa diferença absurda de 40%. Enquanto isso a gente ouve aquele papo romântico de que o Brasil é uma nação que abraça todas as "raças", que não possui preconceito e blablabla...
Provavelmente como forma de contornar esse problema, uma série de efeitos colaterais estão sendo observados no comportamento feminino no mercado de trabalho. As mulheres estão se tornando mais empreendedoras. A concentração de empresárias vem crescendo consideravelmente e o número de mulheres empreendedoras brasileiras já se equipara ao número de homens. Além disso, as mulheres estão estudando mais do que os homens. No Brasil, são 3 milhões de mulheres contra 2,4 milhões de homens estudando em universidades. As mulheres representam 56% dos alunos de ensino superior e 51,5% dos doutorandos.
Os links abaixo falam um pouco mais sobre esses efeitos:
Bom, Filipe, eu nunca parei para refletir sobre a diferença de salário entre homens e mulheres. Por isso não sei ao certo como se dá esse processo. Acredito que em empresas com salários tabelados (como a Vale e a Petrobras) isso não aconteça. Talvez lá as mulheres até tenham um maior número de benefícios.
ResponderExcluirAo que me parece (e posso estar totalmente equivocado já que estou carteando aqui) é que a causa dessa distorção tenha menos a ver com uma questão de preconceito e mais a ver com uma questão de economicidade. Mulheres podem ganhar menos simplesmente por estarem mais dispostas a ganhar menos. Há alguns fatores que poderiam justificar esse ponto: mulheres casadas podem ir ao mercado para compor renda; outras, divorciadas, recebem pensão. Algumas empresas também oferecem benefícios para filhos, como escola/creche, etc. As mulheres ainda possuem a licença maternidade, que em algumas empresas pode ser considerado um risco que é incorporado ao salário. Enfim. Se na hora de fazer uma oferta de salário, o empresário considerar alguns desses fatores e a candidata estiver disposta a ganhar menos ou, por algum motivo ela não saiba negociar, o resultado esperado é de fato uma redução desse salário (ainda mais com uma alta oferta de mão de obra).
Na minha opinião, continuo contra uma diferença de 40% nos salários entre homens e mulheres, contudo, podem haver razões específicas/pontuais que justifiquem essa variação. O ideal, é que ela não exista, mas nem sempre é possível. Será que na Noruega ou na Finlândia esse problema também é recorrente?
Entao cara, inspirado no seu comentario devo ate dar uma aumentada no post...
ResponderExcluirAs razoes que citou sao de fato relevantes em certo ponto. Depois vou elaborar mais isso porque estou do celular mas o que se ve e uma diferenca da ordem de 10% decorrente desse ripo de coisa. A discrepancia aqui, como e bem maior que em outros paises com a mesma realidade, evidencia preconceito como a nossa principal causa!
Com certeza! Por essas e mais outras é que ainda somos um país em desenvolvimento hahaha
ResponderExcluirSó faltou falar da quantidade de mulheres aprovadas em concurso público. Atualmente elas já são maioria das aprovadas em concursos da magistratura, por exemplo. Em empregos concursados elas ganham a mesma coisa que qualquer outro aprovado, vale lembrar.
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