domingo, 18 de março de 2012

Vamos discriminar mais as pessoas! - Parte 2

Para quem está chegando agora, no último post comecei a falar sobre as diferenças entre a natureza masculina e feminina do ser humano. Fiquei devendo dois posts de continuação e aqui está o segundo. Enjoy it!

Antes de continuar, vale um esclarecimento: nenhum homem é 100% masculino e nenhuma mulher é 100% feminina. Portanto, não me venham com aquele argumento: "Discordo de você, eu sou mulher (homem) e não faço isso!". Salvas as exceções, se você é uma mulher, provavelmente tem muito mais características femininas do que masculinas. Isso não é uma ciência exata, mas não é coincidência termos, consistentemente, ao longo da história, muito mais homens cientistas e muito mais mulheres pedagogas, professoras infantis, etc. Também não é a toa que a expectativa de vida masculina é menor que a feminina. Espero fazer com que todos entendam de maneira simples o porque disso tudo no final!

O meio



Lembra daquele papo Darwiniano? Pois é. O ser humano que conhecemos hoje é aquele que teve mais condições de sobreviver e se reproduzir na pré história, espalhando mais os seus genes e se tornando "a referência" em ser humano. Para que chegar até aqui e evoluir fosse possível, alguns instintos diferenciados foram fundamentais para os homens e mulheres.

As mulheres só podem reproduzir com um macho por vez. Uma vez grávida, ela vai ficar pelo menos 9 meses em gestação e mais um bom tempo se dedicando ao bebê que vai depender de ser amamentado (na época, uma questão de sobrevivência já que alimento era escasso e o leite provia os primeiros anticorpos que permitiriam que a criança se tornasse mais resistente a doenças). Os homens, por sua vez, podem "fecundar" fêmeas várias vezes em um só dia e, para gerar uma nova criança, não vão precisar de mais esforço do que aqueles 10 minutos que a gente já conhece.

Reflita bem sobre esse contexto porque é da onde sai a explicação para o que somos hoje e para as nossas diferenças. Uma mulher grávida ou amamentando é a pior pessoa possível para caçar. Primeiro porque ela está mais debilitada já que seu corpo alimenta duas pessoas e passou por muitas transformações recentes. Segundo porque, se ela morrer, a criança dentro dela morre ou o pequeno bebê ficará sem o leite materno, expondo muito mais sua saúde já que ele não é capaz de mastigar nada e não existe papinha da nestlê, muito menos uma que já venha com ante corpos. Terceiro porque as mulheres são o gargalo da reprodução. Se você tiver 10 mulheres e 100 homens, consegue produzir 10 bebês a cada 9 meses. Já se você tiver 100 mulheres e 10 homens, consegue produzir 100 crianças no mesmo período. Portanto, mulheres arriscando suas vidas é algo que ninguém quer e nem faz sentido mesmo na pré história.

Por outro lado, o homem "não está fazendo nada mesmo" e pode morrer que rapidamente outro o substitui como provedor de alimentos para as mulheres e crianças. E, novamente, se você tem um grupo de 10 mulheres e 10 homens e perde um homem, o impacto para a sobrevivência do grupo não é significativo.

Considerando tudo que foi dito, é obvio que quem vai caçar é o homem e que a mulher vai ficar na caverna, em segurança, garantindo a sobrevivência das crianças. Aqui é onde as nossas diferenças começam.


Vou guardar para o próximo texto todas as mutações que se provaram benéficas para reforçar esse modelo durante milhões de anos até ficar tão eficiente a ponto de permitir que esse grupo de 20 pessoas numa caverna se tornasse um grupo de 500 numa aldeia, um de 10 mil numa pequena cidade, 1 milhão em metrópoles medievais até o que somos hoje. A sobrevivência passou a ser tão fácil e garantida que pudemos nos dedicar a outras coisas como a ciência que permitiu que eu fizesse um blog e vocês lessem sem nunca terem me visto na vida. =)




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