segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Belo Monte

Todo mundo que está um pouquinho antenado já deve ter visto alguns vídeos e discussões sobre o assunto. Achei pertinente fazer meu primeiro post sobre ele.

Infelizmente esse é um daqueles assuntos no qual os famosos resolvem se meter e gente poderosa por trás deles mexe os pauzinhos para gerar desinformação geral e lucrar de alguma maneira com isso. O mais triste nessas horas é ver as pessoas, em massa, aderindo a campanhas extremamente superficiais só pela roupagem que foi dada a elas e pela credibilidade (que não sei de onde veio) que é dada aos famosos.

Sendo responsável, esse é o tipo de assunto que nós, leigos, não deveríamos meter o bedelho nem assinar campanha nenhuma! Reflita por um minuto... O que você sabe sobre geração de energia? E sobre a geografia do país? O que você sabe sobre o sol que recebemos, os ventos que aqui sopram, as águas que aqui correm, os custos, as tecnologias que temos dentro da realidade brasileira, sobre a região que escolheram para a usina....? Dá para continuar essa lista até amanhã! O fato é que não sabemos 1/1000 dos fatores que são considerados nesse tipo de decisão. Considerando que o assunto é discutido pelos nossos representantes e por uma larga equipe de especialistas a mais de 30 anos, incluindo índios e ambientalistas, é praticamente uma piada, por causa de um vídeo de 5 minutos sem uma informação verdadeira sequer, um mutirão de leigos como nós resolver decidir no lugar do governo e dos especialistas. Se você não quer se aprofundar no assunto, pode parar aqui que já tem motivo suficiente para não assinar nada.

Como meu objetivo aqui é contribuir, não vou repetir o que meus colegas em prol da real conscientização já falaram e muito bem falado. Ao contrário disso, vou divulgar os vídeos deles.








(assistam também as partes 2 e 3 desse último vídeo!)


Acrescentando:

1) O financiamento da usina só não foi feito pelo setor privado porque o nosso governo queria pagar muito pouco pelo produção da usina tornando o projeto economicamente inviável para empresas privadas que teriam que vender a energia a preço de banana. Ou seja, foi decisão do nosso governo bancar a obra ao invés de reformular a proposta.

2) A região é realmente distante dos principais centros consumidores. Mas, quando estiver funcionando, a usina poderá atender toda a região norte, nordeste e centro-oeste liberando as usinas ao sul, principalmente Itaipu, para atender o sul e o sudeste. Assim, a energia não vai percorrer distâncias enormes como está sendo falado. Ao contrário, A geração se tornará mais regionalizada reduzindo as distâncias percorridas.

3) Itaipu é nossa principal fonte de energia e não é uma usina brasileira. Itaipu foi criada em 1973 numa sociedade entre Brasil e Paraguai onde cada país é dono de 50% do capital da usina e de sua energia gerada. Para quem gosta de polêmicas, vale lembrar que o Paraguai não tinha o dinheiro para bancar 50% da usina na época e pegou emprestado com o Brasil. A dívida permanece até hoje e é de 18 bilhões de dólares a serem pagos até 2023. A parte realmente importante dessa história de Itaipu é que o Paraguai, embora seja dono de 50% da geração, usa apenas 5% e o Brasil, que só é dono de 50%, usa 95%. Ou seja, 45% de toda a energia gerada por Itaipu o Brasil compra do Paraguai. Até 2009, o Brasil pagava US$ 45,31 / Mwh o que representava, por ano, um custo de US$ 120 milhões para nós. Em 2009, esse valor foi renegociado e o Brasil cedeu às pressões paraguaias TRIPLICANO o valor anual. Hoje, pela mesma energia, pagamos US$ 360 milhões. Note que estamos falando em dólares! Considerando um câmbio compatível com esse ano (1,80 R$/US$), podemos dizer que pagávamos 216 milhões de reais e aumentamos esse valor, de uma hora para outra para 648 milhões. Um aumento de 432 milhões por ano (+200%) para a compra da energia de um país que nos deve 18 bilhões de dólares.
Acho que está bem claro que estamos perdendo poder de barganha quando o assunto é energia, certo? A verdade é que estamos com a corda no pescoço graças a crescente demanda por energia e a falta de infraestrutura do nosso país para supri-la. É como um viciado em drogas comprando no último fornecedor que possui a quantidade que ele precisa. O que você acha que vai acontecer com o preço? Pois é!
A construção de Belo Monte é essencial para restabelecer o poder do Brasil nas negociações com o Paraguai. Voltando a analogia, é como se o viciado em drogas estivesse planejando fazer uma plantação enorme para suprir suas necessidades. Será que fazendo essa plantação ele continuaria a ser extorquido pelo último fornecedor? Eu duvido!
Como isso não é uma campanha e esse tópico ainda não vi nos vídeos, se quiser fontes, procure "renegociação do preço pago pela energia de itaipu 2009" no google e chuverão fontes confiáveis para esses números!

4) É muito delicado falar sobre isso por conta de todas as questões culturais e o apego a terra que existe entre os indígenas e ribeirinhos. Toda a população desses dois grupos que está presente nos arredores da futura usina soma, mais ou menos, 40 mil pessoas. Em primeiro lugar, qualquer outra solução para o nosso problema energético afetaria muito mais pessoas e de formas bem piores do que uma "mudança" - o que será feito com esses nativos.
Em segundo lugar, os ribeirinhos moram, hoje, em casas extremamente precárias, piores que os "barracos" das comunidades carentes das grandes cidades (procure casa de ribeirinho no google images). Eles serão mudados para casas de alvenaria construídas por técnicos e projetada por engenheiros e arquitetos com energia elétrica, laje e tudo que tem direito.
Em terceiro lugar, não podemos simplesmente olhar para uma minoria e decidir olhando apenas isso. Essa é uma decisão que afeta a todos os brasileiros e a imagem do próprio Brasil no exterior. Pensando nisso, você acha sensato não incomodar em nada essas 40 mil pessoas e, com isso, atrapalhar indiretamente a estratégia de todo o país e seus 200 milhões de habitantes? Ainda mais considerando que qualquer alternativa incomodará mais de 40 mil pessoas só que em outra região?! Pense bem! A proporção que estamos falando é a seguinte: incomodaremos 1 pessoa para favorecer 5.000. Imagine que o sindico do seu prédio bata a sua porta e diga que você tem que se mudar para um bairro melhor ao lado tudo pago pelo governo para favorecer 5.000 pessoas com a sua mudança. Você vai ou não? Sinceramente, acho que índios e ribeirinhos não tem mais direito do que eu ou qualquer outro cidadão de ser egocêntrico. E esse, na minha opinião, é um direito que ninguém tem!
Eles serão prejudicados? Evidente! Mas pense no que eu disse. Não estamos falando de matar ninguém nem de guerra como estão divulgando. Estamos falando de uma mudança para casas melhores, inclusive, de 1 pessoa para favorecer 5.000.

Isso não é uma campanha, não oferecerei nenhum abaixo assinado a favor da usina mas espero, junto com meus colegas dos vídeos e muitos outros que estão individualmente se manifestando contra o movimento, ter atingido o objetivo desse blog com esse e com os muitos posts que vem por aí. Se for tomar partido do assunto, leve tudo que foi dito nos vídeos e aqui em conta, não só uma campanha sensacionalista. Atores são humanos como nós e sua especialidade é atuar. Eles não têm mais credibilidade que nenhum leigo para falar do assunto. Então, se for ouvir os leigos, ouça todos eles! Ou então, ouça apenas os especialistas.




13 comentários:

  1. Sou a favor de Belo Monte. Só que, como você, gosto de ouvir os prós e contras.

    Sim, haverá terra indígena inundada, mas nenhum índio será removido de suas terras. Inundaremos o "jardim" deles. Não podemos deslocar esse jardim deles pra outro lugar?

    Por termos optado por não inundar uma área tão grande, perdemos a oportunidade de gerar durante todo o ano. Não reclame que inundaremos e não aproveitaremos tudo. Engenharia é solução de compromisso. Escolhemos menor impacto ambiental, abrindo mão de uma produção maior.

    Desconsiderando os impactos ambientais das fontes alternativas (solar, eólica...), ninguém aceitaria pagar uma conta de luz mais cara para utilizarmos alternativas. Energia hidrelétrica é mais barata que solar e eólica. E, sim, pesquise bem que você verá que há impactos na solar, na eólica. Não existe fonte 100% limpa, renovável, sem riscos.

    Não podemos esquecer que nós também somos responsáveis pelo aumento da demanda energética brasileira. Não seria hora de considerarmos lâmpadas de led em casa, usar menos chuveiro elétrico (não vale trocar pelo gás, que polui muito mais!), assistir menos televisão, usar menos o ar condicionado?

    E, uma outra solução pra não construirmos Belo Monte, é pedir pras concessionárias de energia cortar o fornecimento pras residências das 15h às 20h. Ou pedir pra ligar as termoelétricas no 100%!

    O que eu acho é mais ou menos isso, hehe. Muito boa a proposta do seu blog.

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  2. Obrigado Marcos! Realmente, as alternativas são muito piores. O Brasil tem muita sorte de poder contar com hidrelétricas (como bem dito por um dos vídeos que divulguei no post)! As pessoas estão entendendo a questão da sustentabilidade e do impacto ambiental errado.
    A gente tem que minimizar o impacto e não zerá-lo. É impossível zerar o impacto ambiental até porque só por estarmos vivos nós matamos plantas e animais para comer e emitimos gás carbônico respirando.
    Estão explorando o desconhecimento da população para vender a idéia de que a obra é ruim porque possui algum impacto. Isso é um equívoco gigantesco. Não construir Belo Monte implicaria construir outros tipos de usina cujo impacto seria muito muito mais danoso.

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  3. Além da proposta do blog ser muito interessante, o post foi bem elaborado e ao mesmo tempo é uma leitura leve com conteúdo. Parabéns pela iniciativa.

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  4. Bom ver que alguém pensa como eu. Divulgando!

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  5. Ainda estou no processo de formação de opinião sobre Belo Monte, mas acredito que hoje há muito mais besteira circulando do que informação útil e debates fundamentados sobre o assunto. (Por isso, deixo já os meus parabéns ao Filipe pela iniciativa).

    Vejamos. Considero que o centro do debate e a as questões que nós devemos nos fazer são as seguintes:
    1) Como está a equação entre Eficiência/Custos? Pouco se tem falado sobre o real potencial da usina. Que números estamos esperando para a geração de energia por habitante, na parcela da população beneficiada com a obra e os verdadeiros impactos ambientais e a possibilidade de redução destes impactos. Além disso, como qualquer hidrelétrica a escassez de chuvas tem um forte impacto na geração de energia e a região amazônica apresenta períodos alternados de volume de água. Essa variável está sendo devidamente considerada?

    2)Qual será a durabilidade da usina, quero dizer, em quanto tempo o desenvolvimento e o número de habitantes vai superar o potencial de Belo Monte e será necessário outro empreendimento desse porte?

    3)Questões estratégicas. Não seria este o momento do Brasil estar investindo em fontes ainda menos impactantes e que agregam maior conhecimento tecnológico e científico? Hoje já se fala em energia das marés, termal e até magnética. Os tempos modernos mostram cada vez mais que a tecnologia e a inovação são as grandes alavancas para o desenvolvimento. O Brasil apresenta os piores indicadores relacionados a esses itens, principalmente se comparado aos países do BRIC. Muito provavelmente por falta de investimento.

    Enfim, algumas ideias para acrescentar ao debate.

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  6. Eu já vi videos a favor e contra Belo Monte, tanto de especialistas, quanto de leigos, também vi o video do movimento Gota d'água, achei ridículo e sou a favor de Belo Monte. Ache que esses tipo de Blogs têm que ser divulgados pra que a informação possa chegar por completo pra cada cidadão antes dele chegar à sua opinião. Seu blog ta bem construído e se vc não se importar vou divulga-lo no meu Facebook, pra que mais pessoas possam ter acesso à essas informações. ;)

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  7. Pedro, obrigado pelo incentivo!! Muito legais as questões que levantou... Você viu os vídeos que indiquei? Calcula-se que a usina de Belo Monte gere, em média 41% da sua capacidade instalada. Quem não está acostumado a falar sobre o assunto acha que isso é pouco mas não é. É o normal. Não vemos hoje nada funcionando muito acima de 50% da capacidade instalada.
    Na questão da eficiência energética e de custo, como os videos falaram (e agora não tenho os números exatos para te dar) certamente a melhor solução é termoelétrica, depois nuclear... das fontes alternativas, a melhor solução, disparada, é o uso de hidrelétricas.
    Como o Marcos citou, Belo Monte só funcionará a 41% de sua capacidade (na média) para reduzir ao máximo seus impactos. Sem essa imposição, poderia funcionar a 70% como funciona a usina de Itaipu. Mas isso está fora de questão. Ao longo desses 30 anos de discussão decidiu-se que era melhor reduzir os impactos e funcionar a 40% o que seria economicamente viável e atenderia às nossas demandas sem gerar impactos maiores.
    Só para constar como uma curiosidade, uma usina eólica, em boas condições de clima e instalação gera cerca de 33% de sua capacidade instalada e é bem mais cara que hidrelétricas ocupando muito mais espaço para se atingir o mesmo nível de produção.

    Não sei te dizer durante quanto tempo a usina será suficiente até porque isso depende de muitas variáveis futuras para as quais não se tem uma previsão segura com tanta antecedência. O crescimento da demanda está diretamente relacionado com o crescimento do parque industrial e da própria economia. O que se sabe seguramente é que sem Belo Monte teremos uma fase de apagões bem mais sérios que aqueles que enfrentamos na década passada e que agora, mas do que nunca, impactariam negativamente da imagem do Brasil que tem sido tão importante para o nosso crescimento econômico e político.
    Esse tipo de fonte, como você mesmo deixou uma pista, ainda é muito "científico". Estão em fase de desenvolvimento e teste. São extremamente caros, as tecnologias são desconhecidas por nós (sem contas possíveis royalties para o uso delas) e, assim como a energia eólica e solar, são fontes complementares. Como diz o último dos vídeos que passei, um país que cresce como o Brasil e com a nossa magnitude não pode pensar em uma fonte ou outra. Temos que pensar em todas ao mesmo tempo.
    Resumindo, outras fontes alternativas que não as hidrelétricas são mais caras, menos estáveis e mais ineficientes. Além disso, também possuem seus impactos que não são assim tão diferentes do de uma hidrelétrica (área ocupada com painéis solares é grande e com "hélices" também porque devem ser bem espaçadas para funcionar corretamente).
    Tenha toda certeza que, se pudessem, outros países também estariam aproveitando seu potencial hidrelétrico. Podemos inclusive dizer que o Brasil fez pouco isso até agora.

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  8. Raphaela, tenho todo o prazer! Na verdade, se divulgar, me fará um grande favor!
    Obrigado pelo incentivo, by the way.
    Sintam-se livres para sugerir assuntos para novos posts também. Nem sempre vejo tudo que está rolando por aí e muitas cabeças definitivamente funcionam melhor do que uma!
    Em breve, novos posts virão!

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  9. Oi tudo bem, Filipe? Já que você deixou uns links, vou deixar alguns também, beleza?

    http://www.socioambiental.org/banco_imagens/pdfs/10340.pdf

    esse é um livro academico, estudo sobre belo monte...

    http://revistaforum.com.br/idelberavelar/2011/11/24/bibliografia-comentada-50-leituras-sobre-o-ecocidio-de-belo-monte-1ª-parte/

    essa é uma bibliografia comentada...

    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=j0C0yYlwo90

    e essa é a parte 1 de 2 de um video resposta as criticas...


    devo acrescentar que os jovens estudantes são não só desinformados, mas pegam sua informação em fontes completamente parciais. sites vinculados a construção da usina ou ao governo... bom... apresento algumas de muitas fontes academicas, não tem a ver com essa fobia de ator global que a pseudo esquerda tem tanto.

    Só quero deixar claro que a maior parte dos academicos são contra a construção da usina, não se trata da globo... tem um video de um cara falando que belo monte é necessaria para o desenvolvimento do Brasil, o que não é verdade e ele ainda fala que a geração de energia geotermica esfriaria o núcleo do planeta (!!!!!!). acho que isso é prova da desinformação que você critica (e eu também) e diz que os globais pregam. Ignore o mensageiro, concentre-se na mensagem...

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  10. Breno, o legal desse blog é que não tem a intenção de tomar partido. A princípio, estou fazendo o papel de advogado do diabo porque é o vídeo dos globais que está ganhando "o jogo". Aqui eu quero evitar decisões "em manada" ou por instinto, se preferir. Vamos racionalizar a discussão!
    Muito legal ter encontrado todo esse material! Assim que puder vou dar uma olhada...

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  11. Pro nome do blog, esse post tá parcial demais. Acho que o grande problema de Belo Monte, que seus defensores não conseguem entender, é que não houve um Estudo de Impacto Ambiental adequado. O EIA/RIMA do empreendimento, que foi inicialmente recusado pelo IBAMA, e depois aceito devido à pressão do governo federal, é muito deficiente. Pra ter ideia, nem foi catalogada toda a fauna da região, isso poderia ocasionar a extinção de alguma espécie que só viva ali (Quem não lembra das história da paralisação das obras do Arco Rodoviário por causa da ameaça a uma espécie de perereca que só existia ali? Sabemos que se formos depender das construtoras, eles saem atropelando o meio ambiente).
    Acho que a questão não é nem cancelar de vez a obra e não se fala mais nisso. Mas que se sigam todos os trâmites da legislação ambiental brasileira de forma adequada, porque ao meu ver, apoiar que as coisas aconteçam da forma como estão acontecendo é tão grave quanto compactuar com a corrupção.

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  12. Jefferson, foi bom você ter falado sobre a parcialidade do post. Nem todo mundo está entendendo mas veja bem. A minha idéia é equilibrar os debates, não é em cada post fazer os dois lados de uma mesma discussão. No caso de Belo Monte, temos uma força gigantesca e endinheirada espalhando uma campanha contra a construção que está sendo aderida em massa pela nossa população. Equilibrar a discussão nesse caso é defender a usina para que essas pessoas que estão assinando abaixo assinado para que a obra não seja feita reflitam melhor sobre seus posicionamentos e conheçam todas as vantagens que a usina trará. Os globais dizem que estão promovendo a discussão do assunto mas infelizmente eles só levam pessoas contra a usina para falar e fazem apelos emocionais a população usando também sua própria influencia e poder de comoção. Isso é muito chato porque aí somos obrigados a reagir apontando o lado da moeda que ninguém quer ver. Apoiar a campanha mesmo que através de fatos no momento não trás reflexão alguma. Quando pessoas começarem a mudar de idéia é que poderemos falar igualitariamente dos dois lados da moeda.
    No momento é uma força gigante de um lado e vários pequenos do outro tentando equilibrar o jogo.

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  13. Minha opinião é que devemos "fiscalizar" essa obra.. O problema não é o que está sendo feito, mas sim COMO está sendo feito. Sou a favor da obra, mas com a organização que o porte da mesma necessita.

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